Reduzir a população e o tamanho das nossas economias é necessário para compartilhar a Terra de forma justa com outras espécies e futuras gerações humanas
Philip Cafaro
- Autor
- Philip Cafaro
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 17 / 40
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.26694/pensando.vol17i40.8657
- Páginas
- 3-21
- Idioma
- pt
Biólogos da conservação concordam que a humanidade está prestes a causar uma extinção em massa e que sua principal força impulsionadora é nossa imensa e rapidamente crescente economia global. Estamos substituindo os dez milhões de espécies selvagens da Terra por mais de nós mesmos, nossas espécies domesticadas, nossos sistemas de apoio econômico e nosso lixo. Nesse processo, estamos criando um mundo mais monótono, domesticado e perigoso para nós mesmos. O argumento moral para reduzir os impactos humanos excessivos sobre a biosfera é forte tanto sob perspectivas antropocêntricas quanto biocêntricas. O sine qua non para isso é reduzir o número de humanos e o tamanho de nossas economias, paralelamente ao aumento da área global reservada para áreas protegidas. Devemos tomar essas medidas como parte de esforços abrangentes para criar sociedades justas e sustentáveis, nas quais tanto humanos quanto outras espécies possam prosperar.
