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REFLEXÕES SOBRE ESTADO E VIOLÊNCIA EM “A MONTANHA QUE DEVEMOS CONQUISTAR” DE ISTVÁN MÉSZÁROS

Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo F. Chagas

Autor
Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo F. Chagas
Revista
Revista Dialectus
Edição
7
Ano
2016
DOI
10.30611/2015n7id5192
Idioma
pt
2016Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo F. Chagas. REFLEXÕES SOBRE ESTADO E VIOLÊNCIA EM “A MONTANHA QUE DEVEMOS CONQUISTAR” DE ISTVÁN MÉSZÁROS. Revista Dialectus, n. 7, 2016.1

O presente artigo tem como propósito precípuo desenvolver uma análise crítica acerca do livro do filósofo marxista húngaro István Mészáros “A montanha que devemos conquistar”. Nesse sentido, buscamos evidenciar a problemática central da obra que trata das questões pertinentes às nossas contingências contemporâneas mais urgentes, principalmente no que tange aos limites da nossa ordem sociometabólica. O que para o autor constituem contingências globais, com todas as suas implicações para o planeta, não obstante, a destrutividade do capital imposta em larga escala sendo uma ameaça para toda a humanidade. A destruição em curso da natureza torna claro que há um limite para tudo, e os limites absolutos do capital demonstram que é insustentável a vigência dessa forma sociometabólica de existência. E aqui entra a função do Estado, que na sua estruturação, na base material antagônica do capital,tem como ação legítima proteger a ordem sociometabólica vigente. Sob tais condições histórico-sociais desencadeadas pela crise estrutural inalterável do capital, o Estado, diz o autor, se afirma e se impõe como a montanha que devemos conquistar, em todas as suas dimensões estruturais profundamente integradas.