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REFORMA OU REVOLUÇÃO: PARA UMA CRÍTICA DA VIOLÊNCIA COMO CRÍTICA DA SOCIAL DEMOCRACIA

ADRIANO COSTA CARDOSO

Autor
ADRIANO COSTA CARDOSO
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2014
Idioma
pt-BR
2014ADRIANO COSTA CARDOSO. REFORMA OU REVOLUÇÃO: PARA UMA CRÍTICA DA VIOLÊNCIA COMO CRÍTICA DA SOCIAL DEMOCRACIA. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2014.1

Resumo: Em 1919, fracassa a Revolução Alemã, e com isso, Rosa Luxemburgo(1871-1919) e vários de seus companheiros são assassinados. Walter Benjamin (1892-1940), nesse momento, escreve uma série de textos sobre violência, dos quais chegou até nós apenas o forte escrito intitulado “Para uma crítica da violência” (1921). Nesse texto, Benjamin busca compreender a violência, analisando-a a partir de sua condição de “meio”, mas sem referi-la a um “fim”. Assim, percebe-a, na história humana, em particular na Europa daquele momento, como intrinsecamente ligada ao Direito, seja como sua instauradora ou como sua mantenedora. Investiga, então, a possibilidade de haver uma “violência pura”, isto é, uma violência que encerre o ciclo mítico da própria violência, permitindo o exercício dos “meios puros” (aqueles que se opõem à violência). A essa violência pura ele chama violência divina, contraposta à violência mítica do direito. A hipótese do presente trabalho é a de que o confronto entre violência mítica e violência divina representa o confronto entre reforma e revolução, presente no título de uma famosaobra de Rosa Luxemburgo, em que ela enfrenta os teóricos da socialdemocracia, a mesma cujos representantes viriam a encomendar seu assassinato anos depois.