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Relacionamento com a realidade: finitude, universalidade e mediação no pensamento hegeliano

Luciano da Silva Façanha, Zilmara de Jesus Viana de Carvalho, Patrício Câmara Araújo

Autor
Luciano da Silva Façanha, Zilmara de Jesus Viana de Carvalho, Patrício Câmara Araújo
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
14
Ano
2016
DOI
10.36517/Argumentos.7.14.19108
Idioma
pt
2016Luciano da Silva Façanha, Zilmara de Jesus Viana de Carvalho, Patrício Câmara Araújo. Relacionamento com a realidade: finitude, universalidade e mediação no pensamento hegeliano. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 14, 2016.1

O objetivo do texto é contribuir para um olhar acerca do pensamento de Hegel, que o aproxime da realidade. Para isto, foi escolhida a percepção enquanto categoria psicológica, que no seu texto é trabalhada na dimensão cognitiva e permite se pensar uma questão da tradição filosófica, com uma densidade significativa, a da relação entre Uno e Múltiplo, sendo aquele universal e este das propriedades sensíveis. Para isto, recorreu-se ao texto da Fenomenologia do Espírito de Hegel e Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister de Goethe, em uma interlocução criativa com o objetivo de permitir uma melhor visualização da abstração dedutiva do pensamento hegeliano, recortando para isto os parágrafos 111 a 131 da obra dele em estudo. Os textos foram investigados partindo do destaque dos principais conceitos da Fenomenologia em seu excerto utilizado e sua aplicação a cenas da narrativa do romance goetheano, bem como a inserções estratégicas de comentadores de Hegel. A presente abordagem é pertinente por se tratar de uma leitura crítica de Hegel para além de um contexto reducionista de uma abstração irreal, bem como, uma contribuição com o intuito de se perceber as diferentes possibilidades de diálogos entre a filosofia e a literatura.