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Relações possíveis entre felicidade, sociabilidade e justiça social a partir de uma ótica agostiniana

Ricardo Evangelista Brandão

Autor
Ricardo Evangelista Brandão
Revista
ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
Edição
1 / 1
Ano
2020
DOI
10.56837/Araripe.2020.v1.n1.625
Páginas
133-149
Idioma
pt
2020Ricardo Evangelista Brandão. Relações possíveis entre felicidade, sociabilidade e justiça social a partir de uma ótica agostiniana. ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -, v. 1, n. 1, p. 133-149, 2020.2

RESUMO: Desde o primeiro capítulo do Livro XIX do “Sobre a Cidade de Deus” Agostinho explica e confronta, ou melhor, explica na intenção de confrontar as várias interpretações dos filósofos acerca do que seria o sumo bem e o sumo mal, com o objetivo de explicitar qual seria o sumo bem mais adequado à Cidade de Deus, e obviamente apontar se a cidade terrena compartilha com a primeira cidade esse sumo bem. Nesse breve artigo, iremos analisar se segundo o hiponense, a felicidade que todos concordam ser o supremo bem humano, se traduz em viver em sociedade, e levando-se em consideração o fato de que muitos sofrimentos como as injustiças sociais são fruto das relações sociais, investigaremos a possibilidade de ter paz e felicidade a despeito desses sofrimentos presentes na vida em sociedade. Levando em consideração a extensão da obra agostiniana, delimitaremos nosso estudo no livro XIX do “Sobre a Cidade de Deus” e em vários fragmentos do “Comentário à Primeira Epístola de São João” que versam sobre esse assunto.