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Repensando a ordem de prioridade dos direitos educacionais na concepção de justiça educacional democrática global de Julian Culp | Rethinking the priority order of educational rights in Julian Culp's conception of global democratic educational justice

Franciele Petry

Autor
Franciele Petry
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
37
Ano
2025
DOI
10.1590/2965-1557.037.e202531833
Páginas
e202531833
Idioma
pt
2025Franciele Petry. Repensando a ordem de prioridade dos direitos educacionais na concepção de justiça educacional democrática global de Julian Culp | Rethinking the priority order of educational rights in Julian Culp's conception of global democratic educational justice. Revista de Filosofia Aurora, v. 37, p. e202531833, 2025.1

O presente trabalho tem como objetivo analisar criticamente a contribuição oferecida pela concepção de justiça educacional democrática global defendida por Julian Culp. Tal abordagem se insere no debate contemporâneo sobre justiça educacional oferecendo uma posição intermediária entre duas vertentes teóricas importantes, ou seja, entre posições que enfatizam a distribuição da educação em contraposição às que defendem a educação democraticamente adequada. Para Culp, a busca pela justiça educacional teria que garantir, prioritariamente, a oferta de uma educação democrática onde isso for necessário para garantir uma ordem democrática e deixar a definição relativa à distribuição da educação para procedimentos democráticos de tomada de decisão. Além disso, o autor defende a prioridade da realização da educação democrática global em todos os países para que, depois, se assegure a igualdade de oportunidades educacionais na dimensão doméstica. Este artigo pretende questionar a ordem de prioridades conferida por Culp aos direitos educacionais abrangidos por sua concepção de justiça educacional democrática global em sociedades onde é necessário alcançar uma ordem democrática mais estável. Por meio da discussão de alguns elementos que podem ser encontrados em sociedades com grandes desigualdades sociais e com traços autoritários, sugere-se que tal ordem seja invertida ou que a promoção de educação democraticamente adequada possa ser considerada moralmente equivalente à igualdade de oportunidades.