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REPENSANDO A PRESENÇA DE ROUSSEAU NA FILOSOFIA MORAL KANTIANA: SERIA KANT UM PIEDOSO?

Fernando Costa MATTOS

Autor
Fernando Costa MATTOS
Revista
Estudos Kantianos [EK]
Edição
1 / 2
Ano
2013
DOI
10.36311/2318-0501/2013.v1n2.3330
Idioma
pt
2013Fernando Costa MATTOS. REPENSANDO A PRESENÇA DE ROUSSEAU NA FILOSOFIA MORAL KANTIANA: SERIA KANT UM PIEDOSO?. Estudos Kantianos [EK], v. 1, n. 2, 2013.1

O objetivo deste artigo é verificar, à luz de algumas passagens de Rousseau e Kant, o quanto a aproximação de ambos poderia ser frutífera no sentido de pensar uma caracterização do ser humano compatível com a noção de dignidade, cujaimportância é sabidamente grande na filosofia política contemporânea. Começaremos por reconstruir a argumentação de Cassirer, indicando o sentido da guinada kantiana em direção à razão, para em seguida fazer um paralelo entre os dois filósofos no que diz respeito à fundamentação da moral. Ao final, indagaremos se a compreensão rousseauísta da subjetividade humana, centrada na noção de piedade, não seria uma boa fonte de inspiração para, em associação com a filosofia moral kantiana, pensar a subjetividade humana e aquilo que, nesta, nos motivaria a agir moralmente.