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Repensando o déficit sociológico da teoria crítica: de Honneth a Horkheimer

Rúrion Melo

Autor
Rúrion Melo
Revista
Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
Edição
22 / 2
Ano
2017
DOI
10.11606/issn.2318-9800.v22i2p63-76
Páginas
63-76
Idioma
pt-BR
2017Rúrion Melo. Repensando o déficit sociológico da teoria crítica: de Honneth a Horkheimer. Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, v. 22, n. 2, p. 63-76, 2017.3

Com a conhecida crítica do “déficit sociológico”, Honneth apontou a incapacidade de Horkheimer de realizar o programa principal da teoria crítica, a saber, vincular filosofia social com uma análise da sociedade que também se baseasse em pesquisas sociais empíricas. Contudo, por ter se distanciado do paradigma da “luta” e desenvolvido uma teoria preocupada mais com a “reconstrução normativa” das instituições de nossa vida democrática, Honneth acabaria dando menos atenção à relação com a pesquisa social. Defendemos que os trabalhos de Horkheimer da década de 1930 poderiam indiretamente nos ajudar a resolver algumas dificuldades metodológicas concernentes a uma espécie de “novo déficit sociológico” que a teoria crítica estaria enfrentando hoje.