Representações de Maquiavel em livros didáticos brasileiros de História : (corpus de 1871-2013)
Fernanda Salgueiro, Patrícia Fontoura Aranovich
- Autor
- Fernanda Salgueiro, Patrícia Fontoura Aranovich
- Revista
- Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
- Edição
- 32 / 69
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.21680/1983-2109.2025v32n69ID33692
- Idioma
- pt
O presente texto traz à baila os resultados do exame das representações do pensamento de Maquiavel em livros didáticos brasileiros de História. O corpus se cinge ao material disponível no acervo do Laboratório de Ensino e Material Didático (LEMAD) do Departamento de História da Universidade de São Paulo em 2018. As interpretações acerca de Maquiavel estampadas nas 51 obras analisadas foram divididas em três categorias: “Renascentista”, “Maquiavélica” e “Absolutista”. Constatou-se a longevidade da difusão do “Maquiavel maquiavélico” nas escolas. Notou-se que as referências à sua identidade renascentista também são antigas, mas só se tornam a principal informação dos livros analisados entre as décadas de 1950 e 1970. A partir de 1970 se fortalece a leitura absolutista do filósofo florentino. Dos anos 1980 em diante surgem interpretações alternativas a estas três visões recorrentes, avançando teses novas nos materiais escolares, teses que circulavam nas universidades brasileiras.
