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Resistência e comunidade no tempo das catástrofes

Gabriel Cunha Hickmann

Autor
Gabriel Cunha Hickmann
Revista
Revista Enunciação
Edição
9 / 1
Ano
2024
DOI
10.61378/chsa5181
Páginas
23 - 40
Idioma
pt-BR
2024Gabriel Cunha Hickmann. Resistência e comunidade no tempo das catástrofes. Revista Enunciação, v. 9, n. 1, p. 23 - 40, 2024.3

Nesse artigo, oferecemos uma análise do argumento de Isabelle Stengers como desenvolvido sobretudo em No tempo das catástrofes, para efeitos da identificação de um paralelismo entre o modo de operação de um determinado tipo de ciência e filosofia e o imperativo neoliberal de confiança no desenvolvimento da economia como chave (– ou única opção “responsável”) para o enfrentamento das crises que caracterizam nosso presente. Para além de individuar os elementos que determinam esse diagnóstico e exemplificar meios de resistência àquilo que ele destaca, procuramos relacionar o pensamento de Stengers com a tradição filosófica conforme perseguida por autores como Nietzsche, Deleuze e Foucault, contranstando essa orientação com o paradigma da alienação, caro à Teoria Crítica.