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Ressentimento, ódio e política: uma interpretação nietzschiana

José Antônio Feitosa Apolinário

Autor
José Antônio Feitosa Apolinário
Revista
Filosofia Unisinos
Edição
25 / 3
Ano
2024
DOI
10.4013/fsu.2024.253.04
Páginas
1-14
2024José Antônio Feitosa Apolinário. Ressentimento, ódio e política: uma interpretação nietzschiana. Filosofia Unisinos, v. 25, n. 3, p. 1-14, 2024.4

O presente trabalho constitui um estudo propedêutico acerca da conexão entre o trato nietzschiano do ressentimento enquanto perspectiva interpretativa e o problema do ódio vinculado à esfera política contemporânea. Nesse sentido, e tendo em vista a premissa de que a genealogia nietzschiana pode ofertar um modo de apreensão dos significados manifestos pelo fenômeno do ódio na atual situação política, o percurso metodológico deste estudo parte da análise do ressentimento em Nietzsche e do ódio como seu operativo; em seguida, examina com base nessa interpretação aspectos discursivos e performativos provenientes do atual cenário político. Por esse meandro, propõe-se a edificar uma argumentação baseada no estabelecimento de algumas hipotéticas chaves hermenêuticas desde a quais pretende interpretar determinadas escolhas, práticas e discursos que vêm perfazendo uma reconhecida fatia do ambiente político do qual somos coetâneos.