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Revisão crítica da definição clássica da raiva: Uma defesa da abordagem pluralista
Leticia da Silva Bello
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Leticia da Silva Bello
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 21 / 2
- Ano
- 2024
- Páginas
- eK24046
- Idioma
- pt
2024Leticia da Silva Bello. Revisão crítica da definição clássica da raiva: Uma defesa da abordagem pluralista. Kalagatos, v. 21, n. 2, p. eK24046, 2024.2
Apresento uma crítica à definição clássica da raiva, defendida por Martha Nussbaum (2016), e favorece uma definição pluralista da emoção, defendida por Laura Silva (2020). Aplico a perspectiva pluralista às defesas da raiva de Marilyn Frye (1983), Céline Leboeuf (2018), bell hooks (1995) e Audre Lorde (1997), em vista de demonstrar que suas defesas não são coerentes com uma raiva retributiva. Concluo argumentando que, em contextos de opressão social, a raiva não é uma emoção que objetiva retribuição, mas sim o reconhecimento da injustiça, e sugiro que a definição retributiva da raiva seja rejeitada e substituída por uma definição multidimensional.
Palavras-chave:
