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REVOLUÇÃO CIENTÍFICA E CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DA PSICANÁLISE: SOBRE A PRESENÇA DE HUSSERL EM “A CIÊNCIA E A VERDADE”

João Geraldo Martins da Cunha, Léa Silveira

Autor
João Geraldo Martins da Cunha, Léa Silveira
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 20
Ano
2018
DOI
10.34019/2448-2137.2017.17612
Idioma
pt
2018João Geraldo Martins da Cunha, Léa Silveira. REVOLUÇÃO CIENTÍFICA E CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DA PSICANÁLISE: SOBRE A PRESENÇA DE HUSSERL EM “A CIÊNCIA E A VERDADE”. Revista Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 20, 2018.1

Em A ciência e a verdade, um dos textos da coletânea Escritos publicado pela primeira vez em 1966, J. Lacan formula uma tese de ampla repercussão em sua teoria: afirma que o sujeito da psicanálise é o sujeito da ciência moderna. Situa isso no registro de uma necessidade de reconhecer quais teriam sido as condições de possibilidade do tipo de discurso que se inaugura com S. Freud e remete agora sua análise, que vinha se detendo em comentários a respeito do cogito, aos estudos de A. Koyré. Este artigo levanta a hipótese de que aquilo que se faz presente na reflexão de Lacan é, na verdade, sob o nome de Koyré, o viés de um diagnóstico da modernidade construído por E. Husserl na análise que promove das ciências europeias. O texto procura ainda esboçar qual poderia ser o sentido dessa indicação.