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SARTRE E A FENOMENOLOGIA DO OPRESSOR

Hamilton Cezar Gomes Gondim

Autor
Hamilton Cezar Gomes Gondim
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
13 / 34
Ano
2021
DOI
10.36311/1984-8900.2021.v13n34.p343-363
Páginas
343-363
Idioma
pt
2021Hamilton Cezar Gomes Gondim. SARTRE E A FENOMENOLOGIA DO OPRESSOR. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 13, n. 34, p. 343-363, 2021.2

No texto A violência revolucionária, Sartre traça um projeto de fazer uma fenomenologia do senhor/opressor baseado nos eventos históricos da escravidão dos negros nos Estados Unidos da Américas e na exploração do operariado europeu no período colonial e do capitalismo industrial. Este texto inacabado e publicado como o apêndice II dos Cadernos para uma moral (1983) apresenta a análise parcialmente histórica da situação de opressão do homem negro escravizado nos E.U.A e um esboço da situação operária europeia para fins de comparação a partir de categorias filosóficas. Pretendemos neste artigo abordar e aprofundar a perspectiva inacabada sartriana de uma fenomenologia do opressor utilizando o seu levantamento feito acerca da situação escravagista norte-americana e operária em conjunção à ontologia fenomenológica encontradas em O ser e o Nada (1943) e nos Cadernos para uma moral. Acreditamos que para constituirmos esta fenomenologia do opressor as condutas de má-fé, a noção de violência e legalidade são fundamentais, além de uma perspectiva histórica ainda insurgente nas reflexões de Sartre durante o período de escrita dessas duas obras fundamentais na década de quarenta.