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Schopenhauer e a Pessimismus-Frage: A influência da filosofia schopenhaueriana durante a controvérsia sobre o pessimismo na filosofia alemã do final do século XIX

Daniel Quaresma Figueira Soares

Autor
Daniel Quaresma Figueira Soares
Revista
Sofia
Edição
7 / 2
Ano
2019
DOI
10.47456/sofia.v7i2.20863
Páginas
252-274
Idioma
pt
2019Daniel Quaresma Figueira Soares. Schopenhauer e a Pessimismus-Frage: A influência da filosofia schopenhaueriana durante a controvérsia sobre o pessimismo na filosofia alemã do final do século XIX. Sofia, v. 7, n. 2, p. 252-274, 2019.1

A fim de celebrar o bicentenário da publicação d´O mundo como vontade e representação, rememoraremos uma polêmica de grandes proporções na filosofia alemã ao final do século XIX: a Pessimismus-Frage (controvérsia sobre o pessimismo). Originada pela recepção da filosofia schopenhaueriana, essa polêmica suscitou – sobretudo após a morte de Schopenhauer - extensos debates entre os partidários do pessimismo filosófico e seus críticos. Iniciaremos descrevendo algumas características do horizonte intelectual alemão da época. A seguir, apresentaremos traços do pensamento de três representantes da chamada escola de Schopenhauer, defensores do pessimismo filosófico. Posteriormente, elencaremos algumas das principais críticas dirigidas contra Schopenhauer e seu pessimismo, oriundas sobretudo do movimento neokantiano, ora dominante na filosofia universitária alemã. Concluiremos mostrando como a Pessimismus-Frage tinha como pressuposto uma discussão acerca da natureza e dos limites da própria filosofia, ressaltando a influência (geralmente subestimada) da filosofia schopenhaueriana durante a segunda metade do século XIX na Alemanha.