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Ser para a morte, possibilidade existencial e finitude da existência em ser e tempo

André Luiz Ramalho da Silveira

Autor
André Luiz Ramalho da Silveira
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
47 / 1
Ano
2023
DOI
10.1590/0101-3173.2024.v47.n1.e0240071
Páginas
e0240071
Idioma
pt
2023André Luiz Ramalho da Silveira. Ser para a morte, possibilidade existencial e finitude da existência em ser e tempo. Trans/Form/Ação, v. 47, n. 1, p. e0240071, 2023.2

EmEm Ser e Tempo, Heidegger apresenta a finitude da existência humana, a partir do conceito de ser para a morte. Ao interpretar a existência humana como possibilidade existencial, torna-se possível compreender adequadamente a morte existencial como distinta da morte, em sentido vital. Tendo em vista característica projetiva da compreensão, Heidegger mostra que a projeção em possibilidades está sempre sujeita ao risco e ao fracasso, uma vez que aquilo que sustenta o aspecto “existencial” da possibilidade existencial é a projeção na mesma. Nesse sentido, o objetivo do presente artigo é apresentar e discutir os conceitos de morte, possibilidade existencial e finitude existencial, em função da tese interpretativa de que a elaboração heideggeriana do conceito existencial de morte possui independência do sentido comum e mundano de morte, apresentado mediante o conceito de falecer, partindo da tese proposta por Heidegger de que a morte é a possibilidade da impossibilidade da existência em geral. Ser e Tempo, Heidegger apresentou a finitude da existência humana a partir dos conceitos de ser para a morte e decisão antecipatória. Ao interpretar a existência humana como possibilidade existencial, torna-se possível compreender adequadamente a morte existencial como distinta da morte em sentido vital. Tendo em vista característica projetiva da compreensão, Heidegger mostra que a projeção em possibilidades está sempre sujeita ao risco e ao fracasso, uma vez que aquilo que sustenta o aspecto “existencial” da possibilidade existencial é a projeção na mesma. A primeira parte do artigo é finalizada com a apresentação de que a elaboração heideggeriana do conceito existencial de morte possui independência do sentido comum e mundano de morte, apresentado mediante o conceito de falecer, partindo da tese proposta por Heidegger de que a morte é a possibilidade da impossibilidade da existência em geral. Na segunda parte do artigo será abordado o nexo entre verdade, decisão antecipatória e finitude existencial, finalizando com a abordagem do conceito de temporalidade finita enquanto a determinação da finitude existencial.