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Sobre a biopolítica de Giorgio Agamben: entre Foucault e Arendt

Raphael Guazzelli Valerio

Autor
Raphael Guazzelli Valerio
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
8 / 2
Ano
2013
DOI
10.31977/grirfi.v8i2.561
Páginas
175-189
Idioma
pt
2013Raphael Guazzelli Valerio. Sobre a biopolítica de Giorgio Agamben: entre Foucault e Arendt. Griot : Revista de Filosofia, v. 8, n. 2, p. 175-189, 2013.2

Pretendemos dar uma breve contribuição para a compreensão do conceito de biopolítica na obra do filósofo italiano Giorgio Agamben, mais precisamente em seu trabalho de 1995, inaugurador da série Homo Sacer, cujo título leva o mesmo nome: Homo Sacer: O Poder Soberano e a Vida Nua. Valendo-se do pensamento de Michel Foucault e Hannah Arendt de um lado, e Walter Benjamin e Carl Schmitt de outro, Agamben faz recuar o conceito de biopolítica às fundações da política ocidental. Importa, para o filósofo, mostrar como estrutura, lógica e topologia de funcionamento a biopolítica anima as relações políticas desde seu fundamento e que a modernidade foi capaz de revelar, transformando radicalmente os espaços políticos contemporâneos.