- Autor
- Vicente Gomes
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 11 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26512/rfmc.v11i2.36761
- Páginas
- 53 - 86
- Idioma
- pt
A trajetória intelectual do filósofo Martin Heidegger é marcada pela devoção ao pensamento da questão do sentido do ser. A natureza exata do problema permanece polêmica. O próprio Heidegger interveio nas discussões de dois modos. Refutando redução da interpretação do seu propósito ao significado que fundamentou a doutrina existencialista. E rejeitando entendimento segundo o qual ele teria desistido do seu problema em Tempo e Ser, escrito 35 anos depois de anunciado em Ser e Tempo. Neste artigo, após contextualização da sua obra, abordamos as principais formulações de Heidegger sobre a questão do sentido do ser: as relações do ser com o tempo, com a linguagem e com o homem. Enfatizamos, enfm, o que entendemos constituir seu objetivo central: interpretar a essência do ser humano no ser destinado à compreensão do sentido do ser em geral. Para Heidegger, anteriormente a qualquer forma de manifestação de racionalidade lógica, o homem se define como locus de irrupção do sentido do ser.
