Artigo
Ver fonte original- Autor
- Leonardo Almada Ferreira
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 7 / 1
- Ano
- 2007
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2007.v1n1.p%p
- Idioma
- pt
2007Leonardo Almada Ferreira. Sobre a indissociabilidade entre tempo e memória em Santo Agostinho. Revista Ágora Filosófica, v. 7, n. 1, 2007.1
Tudo indica que há nas Confissões um projeto filosófico, o qual encontra o seu início propriamente dito no livro X. Tal projeto, com efeito, pode ser concebido como um reflexo da preocupação de Agostinho quanto à necessidade do conhecimento de si e da natureza de Deus. Parece possível demonstrar, a despeito dos interesses teológicos de Agostinho, que a investigação acerca do conhecimento de Deus implica o conhecimento de si. Ademais, pretende-secomprovar que o referido projeto agostiniano é condicionado pelo estabelecimento de relações intrínsecas entre tempo e memória, observando-se, para tanto, o fato de a compreensão acerca da natureza do tempo não subsistir sem um prévio entendimento acerca da memória.
