- Autor
- Glaucio Adriano Zangheri
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 17 / 32
- Ano
- 2022
- Páginas
- 163-178
- Idioma
- pt
O texto tem como objetivo principal explicar o conceito de formação sonora em Roman Ingarden destacando o seu status enquanto objeto puramente intencional e o seu caráter gestáltico. Como objetivos secundários, expõe-se a gênese do conceito de formação sonora em A obra de arte literária e os seus desdobramentos a partir das críticas que Ingarden faz ao atomismo a aos teóricos da Gestalt. O texto está dividido em duas partes: na primeira, expõe-se um movimento que parte das formações fônico-linguísticas da obra literária e chega nas primeiras definições de formação sonora no contexto da obra musical; na segunda, explicitam-se o status ontológico puramente intencional das formações sonoras, as críticas ao atomismo e à Gestalt e as respostas que Ingarden oferece para solucionar o problema da totalidade das formações sonoras. O resultado é uma concepção de formação sonora composta por três características: (1) qualidade harmoniosa, (2) forma pura, (3) sentido. Nas considerações finais são feitos comentários e reflexões acerca do percurso do texto.
