- Autor
- Bryan Félix da Silva de Moraes
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 4 / 7
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.34024/limiar.2017.v4.9218
- Páginas
- 154-190
- Idioma
- pt
busca-se demonstrar que os estudos e escritos desenvolvidos por Karl Marx entre 1843-1845 – aqueles da crítica da filosofia do Direito e do Estado de Hegel – comportam um conceito de Crítica da política que responde a uma necessidade histórica de atualização do nexo entre finalidade ético-prática e o saber sócio-político, sob a forma de uma renovada reflexão adequada à práxis presente. Este movimento crítico de Marx sintetiza-se em uma oposição à formalidade (especulativa) e às figuras de consciência ou ao “espírito geral” da filosofia hegeliana do direito e do Estado que, para ele, expressam e guiam a práxis moderna, invertendo-a ou distorcendo suas relações reais de determinação – sobretudo aquelas referentes ao binômio “Sociedade Civil/Estado”. Como contrapartida à formalidade especulativa, Marx lança mão de um movimento teórico-prático de caráter antiespeculativo, representado por um saber imediato, cuja determinação mais importante reside na valorização da finalidade éticoprática do saber sócio-político que visa reverter uma determinada situação histórica de estranhamento do político, isto é, que empreenda um movimento emancipatório.
