SOBRE O CONCEITO E O PAPEL DO JUÍZO REFLEXIONANTE NA “CRÍTICA DA FACULDADE DO JUÍZO TELEOLÓGICA”
David Velanes de Araújo
- Autor
- David Velanes de Araújo
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 12
- Ano
- 2015
- Idioma
- pt
Este artigo tem o objetivo de explicitar o conceito e o papel do juízo reflexivo dentro da obra Crítica da Faculdade do Juízo de Immanuel Kant, mais especificamente na segunda parte, a saber, “Crítica da Faculdade do Juízo Teleológica” onde o filósofo, em sua análise crítica acerca do juízo teleológico enfatiza que é o momento de deixar de se considerar a natureza como obra de um gênio legislador outro que não o próprio homem. Com efeito, a Crítica da “Faculdade do Juízo Teleológica” faz referência ao modelo de “fim terminal” como solução apresentada para transpassar o abismo entre natureza e liberdade de um ponto de vista prático. Portanto, pode e deve ser superado mediante o uso prático da liberdade ou apenas de um ponto de vista prático. Nesse sentido, Kant argumenta que é a crítica do juízo teleológico que deve superar a lacuna abismática entre a natureza e a liberdade completando, assim, o sistema das operações dos poderes mente ou do intelecto humano. Assim, Kant irá diferenciar o juízo reflexionante do juízo determinante afirmando que o primeiro, falta o universal dado, onde deve subsumir, pelo mero ato de refletir, para si mesmo, leis onde seja permitido descobrir o universal sob o qual há de subsumir seu objeto.
