Sobre quimeras e monstros fantásticos: lições de Montaigne sobre a epidemia, o isolamento e o contágio
Diego Azizi
- Autor
- Diego Azizi
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 11
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.5902/2179378644012
- Páginas
- e19
- Idioma
- pt
O presente artigo busca, a partir da filosofia de Michel de Montaigne, explicitar quais lições podemos aprender sobre o contexto de epidemia em que vivemos. Mas, afinal, aqui fica a pergunta fundamental deste texto: o que podemos aprender com um filósofo francês do século XVI, Michel de Montaigne, sobre esse momento tão devastador que estamos vivendo? É claro que Montaigne não nos dirá nada sobre a natureza do vírus, nem sobre nosso sistema imunológico, muito menos sobre metodologias de investigação científicas para a procura de medicamentos para o tratamento da doença. O que Montaigne nos pode ensinar é algo de outra ordem, não da biológica, mas, da subjetiva. É uma (nova) disposição de nosso espírito que podemos aprender a desenvolver com o filósofo.
