- Autor
- José João Neves Barbosa Vicente, Edvandro Jesus de Oliveira
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 2 / 2
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.48075/rd.v2i2.16000
- Páginas
- 62-71
- Idioma
- pt
O presente trabalho tem como objetivo analisar, a partir de Rousseau, de que maneira o homem vivia no estado natural de natureza e de que forma ele constituiu a sociedade civil ao longo do tempo, construindo assim, as diferentes desigualdades sociais. A partir do momento que o homem passa a desenvolver-se culturalmente, articular a comunicação entre eles e perceber a importância de possuir recursos naturais, começa então, a haver interesses pela dominação desses recursos naturais, o que gerou a formação da propriedade privada como meio de garantia de privilégios e detenção de poder. Contudo, esse fato vai ser mais evidenciado através da organização familiar, pois a partir daí, começa a proteção por esta unidade prioritária, fortalecendo a construção de argumentos que viessem a justificar as desigualdades sociais entre os homens por meio da legitimação de posse e direitos sobre a terra, havendo a relação de dominante e dominado. Com isso, a estrutura social naquele contexto, foi pensada ideologicamente, uma vez que a propriedade privada não surgiu espontaneamente, e sim, das articulações entre os indivíduos que pensaram cautelosamente, gerando dessa maneira, a sociedade de classes, a submissão, dependência e obediência dos tidos como inferiores. Diante disso, percebe-se que, o arranjo social se deu também por meio de lutas, suscitando na dominação dos mais fracos, compondo dessa maneira, uma hegemônica perpetuação dos poderosos.
