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SUJEITO MODERNO E AS LÓGICAS DO CONTROLE: REFLEXÕES FILOSÓFICAS A PARTIR DO FILME EU, ROBÔ

Maria Jade Pohl Sanches, Fernando Russo Costa do Bomfim, Cláudia Lígia Oliveira Borges, Igor Emerick, Leonardo Pereira Souza, Antonio Talora Bozzini

Autor
Maria Jade Pohl Sanches, Fernando Russo Costa do Bomfim, Cláudia Lígia Oliveira Borges, Igor Emerick, Leonardo Pereira Souza, Antonio Talora Bozzini
Revista
PRISMA - Revista de Filosofia
Edição
7 / 02
Ano
2025
Páginas
63-77
Idioma
pt
2025Maria Jade Pohl Sanches, Fernando Russo Costa do Bomfim, Cláudia Lígia Oliveira Borges, Igor Emerick, Leonardo Pereira Souza, Antonio Talora Bozzini. SUJEITO MODERNO E AS LÓGICAS DO CONTROLE: REFLEXÕES FILOSÓFICAS A PARTIR DO FILME EU, ROBÔ. PRISMA - Revista de Filosofia, v. 7, n. 02, p. 63-77, 2025.1

Este artigo apresenta uma experiência desenvolvida por graduandos na disciplina de Filosofia do curso de Psicologia da Fundação Hermínio Ometto (FHO), localizada em Araras-SP, que buscaram refletir criticamente sobre a constituição do sujeito moderno em um cenário marcado pelo avanço da tecnologia e da inteligência artificial. O objetivo do estudo é investigar, a partir da análise do filme Eu, Robô (2004), de que forma a ficção científica pode provocar questionamentos sobre os modos de subjetivação, o exercício da autonomia e os limites entre humanidade e artificialidade. A metodologia adotada foi de caráter qualitativo, fundamentada em revisão bibliográfica e oficinas reflexivas baseadas na análise fílmica como recurso para estimular o pensamento crítico. A atividade evidenciou que o cinema, além de entretenimento, pode funcionar como ferramenta pedagógica e política, favorecendo o debate sobre os efeitos subjetivos da racionalidade técnica e os desafios éticos do mundo contemporâneo. Os resultados apontam para a relevância de espaços formativos que dialoguem com a cultura midiática a fim de ampliar a compreensão crítica dos estudantes sobre sua inserção social e os dilemas da modernidade. Palavras-chave: Subjetividade. Inteligência artificial. Cinema. Psicologia. Racionalidade técnica.   Abstract This article presents an experience developed by undergraduate students from the Psychology program at Fundação Hermínio Ometto (FHO), located in Araras-SP, Brazil, who sought to critically reflect on the constitution of the modern subject in a context marked by the advancement of technology and artificial intelligence. The aim of the study is to investigate, through the analysis of the film I, Robot (2004), how science fiction can raise questions about modes of subjectivation, the exercise of autonomy, and the boundaries between humanity and artificiality. The methodology adopted was qualitative in nature, based on bibliographic review and reflective workshops grounded in film analysis as a tool to stimulate critical thinking. The activity demonstrated that cinema, beyond entertainment, can function as a pedagogical and political tool, fostering debate on the subjective effects of technical rationality and the ethical challenges of the contemporary world. The results highlight the relevance of formative spaces that engage with media culture to broaden students