- Autor
- Rafael Cordeiro Silva
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 4 / 7
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.26694/pensando.v4i7.1447
- Páginas
- 55-69
- Idioma
- pt
O artigo pretende mostrar a discussão sobre a tecnologia no Instituto de Pesquisa Social baseado nos pensamentos de Horkheimer e Marcuse. Embora ambos discutam a tecnologia referenciada socialmente, as conclusões a que chegam não são as mesmas. O pensamento do jovem Horkheimer avalia positivamente a tecnologia enquanto força produtiva capaz de libertar o ser humano. Gradativamente essa posição vai cedendo lugar, a partir dos anos 1940, a uma posição mais cética sobre as possibilidades da tecnologia. Esta passa a ser vista enquanto instância de dominação da natureza e dos homens. A tecnologia é responsável pelo declínio do indivíduo. Ao contrário, desde seu primeiro escrito, Marcuse avalia a tecnologia a partir de uma dupla perspectiva: ela é dominação e libertação. No quadro de referência de sua teoria da sociedade, a tecnologia é concebida como força de libertação. Em suas análises da sociedade industrial avançada, a tecnologia está voltada essencialmente para a dominação e manutenção do status quo. Essa dupla percepção torna o pensamento de Marcuse mais dialético e menos pessimista que o de Horkheimer.
