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TENSÃO NA ONTOLOGIA FENOMENOLÓGICA DE SARTRE – OU O EQUILÍBRIO INSTÁVEL ENTRE O PRIMADO DA EXISTÊNCIA DO MUNDO E O PRIMADO DO SENTIDO DA CONSCIÊNCIA

Thana Mara de Souza

Autor
Thana Mara de Souza
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 20
Ano
2018
DOI
10.34019/2448-2137.2017.17616
Idioma
pt
2018Thana Mara de Souza. TENSÃO NA ONTOLOGIA FENOMENOLÓGICA DE SARTRE – OU O EQUILÍBRIO INSTÁVEL ENTRE O PRIMADO DA EXISTÊNCIA DO MUNDO E O PRIMADO DO SENTIDO DA CONSCIÊNCIA. Revista Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 20, 2018.1

Pretendemos mostrar nesse artigo o método escolhido por Sartre, em O ser e o nada, para tratar de duas regiões distintas que se unem de fato – que é partir da síntese, do modo como no concreto a relação já está dada, sem que, no entanto, essa união de fato signifique uma indistinção de direito entre as regiões. Por isso, se se deve partir da síntese, esta não faz com que Para-si e Em-si se identifiquem e se tornem irreconhecíveis em suas particularidades. O método utilizado por Sartre em sua proposta de ontologia fenomenológica permite compreender como se dá a relação entre mundo e consciência, objetivo e subjetivo, de modo que a união de fato aponte ao mesmo tempo para um lugar distinto de cada elemento, tendo o primeiro uma primazia da existência, e o segundo, uma primazia do sentido – e com ambos convivendo em um difícil, instável e tenso equilíbrio.