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TEORIA TRIDIMENSIONAL DA EVOLUÇÃO: Da evolução das espécies de Darwin ao amor evolucionário de Peirce

Rodrigo Caldas

Autor
Rodrigo Caldas
Revista
Sapere Aude
Edição
15 / 29
Ano
2024
DOI
10.5752/P.2177-6342.2024v15n29p509-526
Páginas
509-526
Idioma
pt
2024Rodrigo Caldas. TEORIA TRIDIMENSIONAL DA EVOLUÇÃO: Da evolução das espécies de Darwin ao amor evolucionário de Peirce. Sapere Aude, v. 15, n. 29, p. 509-526, 2024.2

se na querela histórica entre criacionistas e evolucionistas o que estava em jogo era uma disputa entre teocentristas (criacionismo) e antropocentristas (evolucionismo); idealistas e materialistas. O pragmatismo de Peirce introduzirá o conceito de continuum. O sinequismo, a doutrina da continuidade da realidade, em verdade, busca superar o dualismo. Segundo o sinequismo peirceano, a mente não é uma realidade distinta e oposta ao seu objeto. O sinequismo de Peirce é uma defesa do naturalismo contra o dualismo. Mente e matéria são entes reais e de mesma natureza, interagem e crescem mutuamente. O sinequismo é a resposta peirceana para a indagação de como a vida, o crescimento e a evolução são possíveis. A Teoria Tridimensional da Evolução de Peirce, expressa no opúsculo Evolutionary Love de 1893, busca a harmonia entre o acaso fortuito dos eventos naturais e a previsibilidade dos processos normativos da mente. Da ação mecânica à ação inteligente a evolução genuína é tridimensional, assim, a evolução ticástica e anancástica são formas degeneradas e incompletas do processo evolutivo. A semiose como ação do pensamento que cresce em abstração e generalidade através dos signos, tem no amor criativo seu motor evolutivo, capaz de dar inteligibilidade às forças cegas e mecânicas da natureza.