THE DISRUPTION OF SEYENDE – BODY,EVIL, AND FREEDOM IN SCHELLING’SSTUTTGART PRIVATE LECTURES
Juan Rodriguez
- Autor
- Juan Rodriguez
- Revista
- Revista Kriterion
- Edição
- 65 / 158
- Ano
- 2024
- Páginas
- e-41997
- Idioma
- en
O objetivo deste artigo intitulado “A ruptura do Seyende” é duplo. Por um lado, pretendemos apresentar ao leitor pela primeira vez a concepção completa do corpo de Schelling em suas Palestras Particulares de Stuttgart como um momento marcante de sua metafísica média dominada pela formulação metafísica de um “realismo superior” que revigora o papel do corpo na vida e na experiência humana. Por outro lado, tentaremos destacar as inter-relações textuais e teóricas entre esta teoria schellinguiana do corpo e a discussão metafísica mais ampla sobre dualismo, pluralismo e epifenomenalismo ao pensar a corporeidade e sua relação com o espírito - uma discussão que para Schelling ocorre sob o rótulo do papel dos elementos reais e ideais no desenvolvimento do sistema da filosofia. Desenvolveremos assim as teorias do status neutro ou inocente do corpo em relação ao espírito, por um lado, e da centralidade do espírito humano, em relação ao corpo e à alma, esclarecendo a famosa afirmação de Schelling segundo a qual “o espírito não é o mais elevado”, por outro. Nossa tese antropológica principal é que o humanismo e o antropocentrismo de Schelling não implicam uma posição de privilégio e um direito à dominação, mas, ao contrário, uma suprema responsabilidade moral e metafísica diante de todos os seres criados.
