The Iqtā’ System in Egypt or the Backbone of the Mamluk Sultanate: Subduing the Last Crusaders, Resisting the Mongols, Calming the Bedouins (7th century of the Hegira / 13th century of the Common Era)
Bruno Tadeu Salles
- Autor
- Bruno Tadeu Salles
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 17 / 33
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2024v17n33p384-423
- Páginas
- 384-423
- Idioma
- en
Propor uma história simétrica das Cruzadas pressupõe ter duas preocupações. Primeiramente, considerar, de forma expressiva, o estudo de um conjunto documental de origem muçulmana. A segunda preocupação diz respeito a examinar a relação dos sujeitos históricos com o meio ambiente. Neste artigo, discutiremos o sistema de iqtā’ e seu papel simultâneo em manter os equilíbrios de poder e assegurar a efetiva exploração dos recursos naturais no Sultanato Mameluco. Nós selecionamos as narrativas de dois cronistas Mamelucos como suporte para nossa discussão. Estes relatos dizem respeito aos esforços empreendidos pelo sultão Qalāwūn, em 682/1283, para abrir um canal de irrigação em al-Buhayra, no delta do Rio Nilo. Esta discussão objetiva criticar o erro em avaliar o Sultanato como incapaz de lidar com problemas como secas e fomes. Ao mesmo tempo, é examinado como os sultões enfrentaram seus problemas políticos internos, como as oposições dos Nômades e outras dissidências. Esses desafios se fizeram presentes no momento em que era preciso enfrentar tanto os últimos enclaves Cruzados na Síria quanto fazer frente à crescente ameaça vinda dos Mongóis.
