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Todos os nomes, de José Saramago: O labirinto da linguagem que evoca a humanidade

Gabriela Silva

Autor
Gabriela Silva
Revista
Perspectivas
Edição
5 / 2
Ano
2021
DOI
10.20873/rpv5n2-73
Páginas
54-68
Idioma
pt
2021Gabriela Silva. Todos os nomes, de José Saramago: O labirinto da linguagem que evoca a humanidade. Perspectivas, v. 5, n. 2, p. 54-68, 2021.1

A obra de José Saramago tornou-se conhecida pela peculiaridade das narrativas queabordam temas significativos relacionados aos problemas dos homens com o seu tempo, comoo medo da morte, a história e o seu peso na memória da sociedade, os sentimentos mais diversose também os problemas que constituem a contemporaneidade. No ciclo de romances alegóricos,José Saramago escreve romances em que elabora uma crítica à sociedade voltada ao egoísmo,à solidão, ao consumismo desenfreado e às desigualdades. Todos os nomes, publicado em 1997,é um romance que trata da ideia do nome, em uma alusão à linguagem e à identidade reveladaatravés do nome atribuído a cada indivíduo. A ideia do nome, e de tudo o que ele traz em si,está em Walter Benjamin em diversos textos, mas especificamente em Escritos sobre mito elinguagem. A partir das premissas benjaminianas e de textos críticos acerca da obra de JoséSaramago, este artigo apresenta uma leitura do romance Todos os nomes, estabelecendorelações entre a linguagem a e representação dos indivíduos que surgem a partir da constituiçãodo nome.