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TRADUÇÃO LÚCIO ANEU SÊNECA. CARTA A LUCÍLIO IX (SOBRE FILOSOFIA E AMIZADE)

Aldo Lopes Dinucci, Lúcio Aneu Sêneca

Autor
Aldo Lopes Dinucci, Lúcio Aneu Sêneca
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Ano
2011
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v4i8.780
Idioma
pt
2011Aldo Lopes Dinucci, Lúcio Aneu Sêneca. TRADUÇÃO LÚCIO ANEU SÊNECA. CARTA A LUCÍLIO IX (SOBRE FILOSOFIA E AMIZADE). Prometeus - Journal of Philosophy, 2011.1

(1) Desejas saber se Epicuro repreende com razão os que dizem o sábio bastar asi mesmo e, por causa disso, não ter necessidade de amigo. Isso é objetado por Epicuroa Stilbo1 e àqueles pelos quais o sumo bem é visto como espírito impassível2[impatiens]. (2) É necessário incidir em ambiguidade se quisermos exprimir apatheiapor uma única palavra e dizer “impassibilidade”. Poder-se-ia compreender o contráriodo que queremos significar. Nós3 queremos dizer, por apatheia, o que afaste todosentido de mal4. Mas compreende-se apatheia como o que não possa receber malnenhum. Veja então se é melhor dizer ou “espírito invulnerável” (3) ou “espírito postoalém de todo sofrimento”. Isto está entre nós e aqueles5: nosso sábio vence certamentetodas as vicissitudes, mas as sente; o sábio daqueles nem sequer as sente. Isto para nós epara eles está em comum: o sábio bastar a si mesmo [sapiens se ipso esse contentus].