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Três Correspondências: Descartes a Beeckman; Descartes a Arnauld e Descartes a More

René Descartes

Autor
René Descartes
Revista
Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
Edição
1 / 2
Ano
2017
Idioma
pt-BR
2017René Descartes. Três Correspondências: Descartes a Beeckman; Descartes a Arnauld e Descartes a More. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 1, n. 2, 2017.1

Os três trechos traduzidos, que cobrem um longo período, de 1630 a 1649, mostram queDescartes manteve, desde que lhe ocorreu a teoria da criação das verdades eternas até o fim de suavida, cautela quanto à atribuição de limites ao poder divino. A Beeckman, já em 1630, Descartesmostra-se consciente de que a “compreensão” de sua inteligência não alcança o infinito relacionadoao que Deus pode fazer. Em julho de 1648 e, um pouco mais tarde, em fevereiro de 1649, Descartesexplicita que a compreensão pela nossa inteligência tem, de fato, limites que nos parecem claros,como a impossibilidade de pensar o que nos parece contraditório (no caso, para Descartes, atribuirextensão ao vácuo seria contraditório), mas que esses limites não são, necessariamente, tambémlimites para o poder de Deus.