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UM BREVE APONTAMENTO SOBRE RICHARD WAGNER ENQUANTO REPRESENTANTE DO ESPÍRITO CATIVO EM NIETZSCHE

Pamela Cristina de Gois

Autor
Pamela Cristina de Gois
Revista
Polymatheia - Revista de Filosofia
Edição
13 / 23
Ano
2021
Idioma
pt
2021Pamela Cristina de Gois. UM BREVE APONTAMENTO SOBRE RICHARD WAGNER ENQUANTO REPRESENTANTE DO ESPÍRITO CATIVO EM NIETZSCHE. Polymatheia - Revista de Filosofia, v. 13, n. 23, 2021.3

Ao pensar um projeto de renascimento do trágico para a Alemanha da sua época, o chamado jovem Nietzsche se encontra sob a influência da amizade com Richard Wagner e imagina que a ópera wagneriana seria capaz de unir o mito e a música, fazendo assim renascer a tragédia grega. Assim, o teatro de Bayreuth seria a efetivação máxima do renascimento do trágico entre os alemães. Por outro lado, em Humano demasiado humano, Wagner é colocado na contramão do espírito livre, o músico é trazido à baila, não mais como protagonista do renascimento da cultura trágica em solo alemão. Neste contexto o filósofo conclui que Wagner não poderia mais ser o porta voz do renascimento do trágico e o relaciona os espíritos cativos. Doravante, ele passa a figurar na obra do filósofo justamente o oposto do modo de vida grego, pois adere ao cristianismo e se utiliza da música como ferramenta para propagar a sensibilidade moral própria dessa religião.