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Um contraexemplo à originariedade das razões em What we Owe to Each Other

Ana Falcato

Autor
Ana Falcato
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
26 / 39
Ano
2014
DOI
10.7213/aurora.26.039.AO01
Páginas
719-738
Idioma
pt
2014Ana Falcato. Um contraexemplo à originariedade das razões em What we Owe to Each Other. Revista de Filosofia Aurora, v. 26, n. 39, p. 719-738, 2014.1

No seu livro de 1998 — What we owe to each other — T. M. Scanlon defendeu sistematicamente que a noção de “razão” é primitiva e não definível noutros termos quando se trata de explicar um curso de acção moralmente relevante. Suportando o seu argumento num modelo muito intuitivo para pensar o que são razões em termos de racionalidade prática, Scanlon defende que qualquer explicação conduz sempre à mesma ideia: uma razão é uma consideração que conta em favor de algo. E conta como tal na medida em que fornece uma razão para aquilo que justifica, explica ou legitima. Parece, portanto, que este é o limite da definição. O meu argumento neste trabalho confronta a posição hiper-racionalista de Scanlon com o exemplo da Acrasia ou fraqueza da vontade, por se tratar de um típico curso de acção que não apenas seria erradamente caracterizado com racional, mas onde o próprio agente falharia sistematicamente na provisão de razões para o seu comportamento.