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UM DIÁLOGO COM WALTER BENJAMIM E HANS JONAS: INTERFACES ENTRE CULTURA, BARBÁRIE, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

Edemir Jose Pulita, Horácio Luján Martinez, Joel Cezar Bonin

Autor
Edemir Jose Pulita, Horácio Luján Martinez, Joel Cezar Bonin
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
16
Ano
2017
Idioma
pt
2017Edemir Jose Pulita, Horácio Luján Martinez, Joel Cezar Bonin. UM DIÁLOGO COM WALTER BENJAMIM E HANS JONAS: INTERFACES ENTRE CULTURA, BARBÁRIE, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, n. 16, 2017.1

O presente artigo parte do pressuposto de que a cultura é produto da sociedade e, ao mesmo tempo, a reconfigura dialeticamente. Nesse sentido, buscamos problematizar o desenvolvimento científico e tecnológico em face de suas causas e consequências. Ao convidarmos para tal diálogo Walter Benjamin e Hans Jonas, filósofos alemães, judeus e vítimas da perseguição totalitária, buscamos explorar aspectos da cultura e da barbárie produzidas em nome do progresso científico e tecnológico. Benjamim e Jonas se propuseram a pensar esse ambiente de hostilidade em uma época na qual eles não eram nem mesmo considerados seres humanos. Neste ínterim, partimos da pergunta lançada por Benjamin (2013, p. 86) “Na verdade, de que nos serve toda a cultura se não houver uma experiência que nos ligue a ela?”, buscando expandi-la para compreensão do papel das tecnologias em geral, e da cibercultura em particular, para a sociedade. Partindo dessa problematização esta reflexão busca questionar o cenário formativo e educacional contemporâneo, buscando elementos para análise das mudanças e transformações em curso. Frente a isso, concluímos que os conceitos de experiência (Benjamin) e responsabilidade (Jonas) são imprescindíveis para a compreensão das reconfigurações necessárias na educação da era digital.