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Uma explicação cognitiva do ‘segue-se’

Cícero Antônio Cavalcante Barroso

Autor
Cícero Antônio Cavalcante Barroso
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
13
Ano
2016
DOI
10.36517/arf.v7i13.19091
Idioma
pt
2016Cícero Antônio Cavalcante Barroso. Uma explicação cognitiva do ‘segue-se’. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 13, 2016.2

O principal ponto de partida de qualquer lógica dedutiva é o fato de que alguns enunciados se seguem necessariamente de outros. A lógica fornece regras que nos permitem demonstrar essas conexões entre enunciados, mas ainda é possível indagar por que devemos aceitar essas regras. Há várias respostas possíveis. Neste artigo, farei uma rápida análise de algumas delas, mas me concentrarei em expor e analisar a resposta cognitiva, segundo a qual as regras da lógica devem ser aceitas porque temos certos mecanismos inatos de processamento dedutivo que nos capacitam a ver que as inferências lógicas elementares são válidas. Ao analisar essa explicação, tentarei mostrar também que ela parece nos remeter a uma tese metafísica mais forte, a saber, a tese de que o desenho de nosso módulo de processamento lógico nos diz algo sobre as propriedades lógicas do nosso mundo.