Artigo
Ver fonte original- Autor
- Maria Muhle
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 33 / 58
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.7213/1980-5934.33.058.TRAD01
- Idioma
- pt
2021Maria Muhle. Uma Genealogia da Biopolítica: A Noção de Vida em Canguilhem e Foucault. Revista de Filosofia Aurora, v. 33, n. 58, 2021.1
No primeiro volume de História da Sexualidade, Michel Foucault apresenta o que iria tornar-se um conceito polêmico em sua obra, bem como para seus intérpretes. Desde então, a noção de biopolítica tem polarizado as leituras da teoria de poder de Foucault e talvez haja desempenhado um papel bem mais importante do que ele jamais pretendeu. Para propor um estudo genealógico do termo “biopolítica”, é importante olhar mais de perto a noção de vida que pode haver inspirado a análise foucaultiana. Foucault opera com uma noção de vida que ele não determina: vida é um correlato de técnicas e estratégias de poder e de saber, ela carece de qualquer status ontológico e é ela mesma “produzida” pela constelação de poder-saber.
