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Uma interpretação alternativa e kantiana do experimento de Libet: em defesa do livre arbítrio

Júlia Aschermann Mendes de Almeida

Autor
Júlia Aschermann Mendes de Almeida
Revista
Kant e-prints
Edição
17 / 3
Ano
2022
DOI
10.20396/kant.v17i3.8673618
Páginas
124-131
Idioma
pt
2022Júlia Aschermann Mendes de Almeida. Uma interpretação alternativa e kantiana do experimento de Libet: em defesa do livre arbítrio. Kant e-prints, v. 17, n. 3, p. 124-131, 2022.2

O objetivo principal do presente trabalho é analisar as consequências dos experimentos de Libet à filosofia moral kantiana. Kant afirmou serem a liberdade e a autonomia da vontade os princípios necessários à moralidade. A partir destes conceitos, desenvolveu um procedimento de averiguação moral capaz de julgar a correção de nossas máximas, o Imperativo Categórico. Benjamin Libet, neurocientista norte-americano, fez experimentos em que voluntários monitorados por uma máquina de EEG (eletroencefalograma), eram orientados a movimentar a mão/ punho quando sentissem vontade. Os resultados dessa experiência revelaram mudanças elétricas na atividade cerebral antes da ativação do músculo envolvido. Isso indicaria que a ação começou antes de o sujeito decidir e ter consciência dela. Tais conclusões colocariam em dúvida a possibilidade de existência do livre arbítrio. Frente à essa nova descoberta, é possível, ainda, defender a filosofia moral da liberdade, desenvolvida por Kant?