- Autor
- Iasmim Martins
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 7 / 2
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.5902/2179378633725
- Páginas
- 124-140
- Idioma
- pt
Partindo da concepção schopenhaueriana de tragédia, podemos inferir que a obra O Primo Basílio, do português Eça de Queirós, contém o caráter sublime do trágico. Encontramos nesta obra a exposição da grande infelicidade essencial a tragédia, bem como a miséria humana, o impe rio da maldade, a resignação, e o caminho inevitável para a morte. Além disso, o romance se configura como uma grande crítica a sociedade, seu falso moralismo, sua mediocridade. Desse modo, aos olhos da filosofia de Schopenhauer, poderíamos afirmar que Eça, ale m de ter escrito uma obra de arte de grau mais elevado, pois apreende a essência dos homens e produz um romance que, em certo sentido, podemos dizer que se trata de uma tragédia, também denuncia todo tipo de embuste contido na sociedade burguesa, no convívio dos homens e até no caráter dos mesmos.
