UMA PERCEPÇÃO INICIAL SOBRE A METAFÍSICA DOS COSTUMES DE KANT
Ana Cláudia Serra Lôbo, Gustavo d'Almeida Lôbo
- Autor
- Ana Cláudia Serra Lôbo, Gustavo d'Almeida Lôbo
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2018
- Idioma
- pt-BR
O presente artigo tem como objetivo apresentar de forma breve “A Metafísica dos Costumes”. Aobra escrita por Immanuel Kant e publicada em 1797 é composta por duas partes, a primeirachamada de “A Doutrina do Direito” e a segunda de “A Doutrina da Virtude”. A primeira parte daobra foi possivelmente publicada em janeiro de 1797 e a segunda, a “Doutrina da Virtude”, foiprovavelmente publicada em agosto de 1797. Realizar reflexões acerca do homem e do mundo queele faz parte, a partir do pensamento kantiano, da pretensão desse escrito, bem como, apresentar para o leitor a visão de Kant sobre a metafísica dos costumes. E a partir disso, ficará elucidado que a compreensão e o reconhecimento do homem como um ser moral é algo que acontece a partir dele mesmo. Pois, ele é capaz de racionalmente realizar as suas escolhas, por ser livre, por ser moral, ou seja, o homem utiliza-se da sua liberdade para traçar o seu caminho, o seu destino. Este artigo tem como foco despertar o homem para o seu dever moral e jurídico, lembrá-lo que por fazer parte domundo, encontra-se conectado com tudo que pertence a ele, principalmente com a comunidade a qual integra. Para Kant é fundamental ao homem entender que ele tem o dever de agir bem, por existir nele mesmo a autocoação ou o autoconstrangimento, que é o seu próprio freio, mas, também porque precisa respeitar as leis ou regras vindas da sociedade a qual faz parte, e isto é visto como a coação ou o constrangimento externo, que se apresenta ao homem através do direito (ius). Desta forma, o homem é ao mesmo tempo razão e sensibilidade.
