Utopia negativa e catástrofe: a arte como negação determinada da cultura administrada na estética de Adorno
Luciana Molina Queiroz
- Autor
- Luciana Molina Queiroz
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 15 / 1
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.31977/grirfi.v15i1.745
- Páginas
- 157-172
- Idioma
- pt
Este artigo tem como objetivo principal analisar a relação entre utopia negativa e catástrofe na Estética de Adorno. O filósofo argumenta que a arte moderna é associada a um tipo de utopia que não é uma representação positiva do que a sociedade deveria ser. A utopia negativa apenas mostra o que a sociedade não deveria ser. A obra de arte está então carregada de contradições de uma sociedade não reconciliada. Tal explica por que a arte moderna e nova é tão recorrentemente caracterizada pelo feio, o repulsivo, o negro e o catastrófico. Na formulação de Adorno, a obra de arte se constitui como negação determinada da sociedade administrada. Como tal, a obra de arte é também negação determinada da cultura administrada, isto é, sua constituição é dada pela negação determinada dos padrões da Indústria Cultural e da tradição artística.
