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Verdade e infortúnio na tragédia de Aristóteles: uma defesa da poesia

Lúcia Rocha

Autor
Lúcia Rocha
Revista
Revista Limiar
Edição
6 / 11
Ano
2019
DOI
10.34024/limiar.2019.v6.9758
Páginas
69-84
Idioma
pt
2019Lúcia Rocha. Verdade e infortúnio na tragédia de Aristóteles: uma defesa da poesia. Revista Limiar, v. 6, n. 11, p. 69-84, 2019.2

Em Aristóteles, a relação da tragédia com a verdade mostra-se especialmente no capítulo IX da Poética, pela noção de “verossimilhança” (kata to eikon). Para o filósofo, a poesia diz respeito, antes de tudo, ao que parece verdade, ou ao que “poderia acontecer”, tendo ou não acontecido de fato. Sem desconsiderar a importância do verossímil na Poética, propomos, neste artigo, pensar o sentido da verdade para a tragédia a partir da noção de natureza (physis) que aparece nos capítulos IV e VII, e que compreende a concepção de arte (tékhnê) e de poesia, mímesis.