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Vida nua, profanação e o fim do sacrifício dos homens

Glauco Barsalini Glauco Barsalini

Autor
Glauco Barsalini Glauco Barsalini
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
24 / 35
Ano
2012
DOI
10.7213/revistadefilosofiaaurora.7519
Páginas
583-595
Idioma
pt
2012Glauco Barsalini Glauco Barsalini. Vida nua, profanação e o fim do sacrifício dos homens. Revista de Filosofia Aurora, v. 24, n. 35, p. 583-595, 2012.2

No programa Homo Sacer, Giorgio Agamben estabelece denso diálogo com importantes autores como Walter Benjamin, Carl Schmitt, Hannah Arendt e Michel Foucault, formulando um moderno conceito de vida nua. O problema da vida nua (homo sacer), todavia, estende-se para outros trabalhos de Agamben, como A linguagem e a morte e O tempo que resta: um comentário à carta aos romanos, nos quais se apresentam outros termos, como profanação e o tempo-que-resta. No cotejo entre essas obras, este artigo se propõe a articular os conceitos de vida nua (homo sacer) e de profanação, na sua relação com o problema do tempo (o tempo-que-resta),desenvolvidos por Giorgio Agamben. Nesse sentido, aflora discussão sobre o messiânico,por nós, aqui, associado com a figura do homo sacer.