VIDA NUA, VIDA VIRAL: PENSANDO OS EFEITOS POLÍTICOS DA PANDEMIA PARA ALÉM DO PARADIGMA DA EXCEÇÃO
Maurício Sérgio Borba Costa Filho
- Autor
- Maurício Sérgio Borba Costa Filho
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 13 / 34
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2021.v13n34.p99-124
- Páginas
- 99-124
- Idioma
- pt
O presente artigo propõe uma leitura crítica dos textos publicados pelo filósofo italiano Giorgio Agamben entre 26 de fevereiro e 11 de maio de 2020, a propósito da pandemia do Covid-19 e das medidas de contenção do contágio tomadas em seu país. A primeira seção do texto é dedicada à apresentação dos argumentos e termos chaves centrais da análise, que resumimos em três – vida nua, exceção e stásis –, e sua posterior contextualização dentro da obra agambeniana, com foco em três livros: Homo Sacer: il potere sovrano e la nuda vita; Stato di eccezione; e Stásis. A segunda seção é dedicada, em contrapartida, a um enquadramento multiespecífico como forma alternativa de se pensar, desde a biopolítica, a atual emergência sanitária. Deste modo pretendemos abordar a questão: o que se perde numa análise da pandemia que, como a de Agamben, deixa de levar em conta a própria vida do vírus?
