- Autor
- Guilherme Ponce
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 11 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.48075/rd.v11i3.36099
- Páginas
- 392-414
- Idioma
- pt
Este trabalho problematiza a análise do vivo, partindo de uma percepção que faz imagem, matéria e movimento coincidirem. É possível então apreender como tais imagens compõem um plano de imanência no qual algumas delas eventualmente formam centros de indeterminação, o que as permitem enquadrar as demais imagens de acordo com interesses. Vemos então como esses centros não se reduzem à consciência humana, compondo uma linha de variação que passa por toda matéria. O nosso cérebro se apresenta então como grande modelo de como essas variações podem se dar, e até mesmo se desfazer. Por fim, tal análise é proposta como uma prática clínica, um esforço em nos desapegarmos das memórias longas rumo à percepção imediata da vida consciente, o que apresenta algumas reverberações no contexto terapêutico.
