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Vocação de poeta ou do trágico como tarefa da poesia em Hölderlin

Solange Aparecida de Campos Costa

Autor
Solange Aparecida de Campos Costa
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
19 / 1
Ano
2019
DOI
10.31977/grirfi.v19i1.1132
Páginas
197-214
Idioma
pt
2019Solange Aparecida de Campos Costa. Vocação de poeta ou do trágico como tarefa da poesia em Hölderlin. Griot : Revista de Filosofia, v. 19, n. 1, p. 197-214, 2019.3

Esse artigo examina como se define a questão do trágico para Hölderlin, importante poeta alemão do século XVIII. Em 1804, Hölderlin traduz e comenta as peças Édipo-rei e Antígona de Sófocles. Esse artigo se concentra na investigação sobre o trágico que Hölderlin empreende na terceira parte de suas Observações sobre Édipo, nela surgem elementos que são singulares no seu pensamento, como a cesura, a dupla infidelidade e o afastamento categórico do deus. Esses elementos permitem que Hölderlin trate o tema do trágico a partir de uma visão completamente nova para o seu tempo e que propiciou o surgimento de importantes reflexões posteriores na literatura e na filosofia. Duas são as questões principais que norteiam a argumentação neste artigo: a primeira se refere à acepção singular de Hölderlin sobre os paradoxos que comumente constituem o trágico, como o humano e o divino; a segunda, a análise da tarefa poética da modernidade como tarefa possível para toda e qualquer poesia.