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VOLUNTARISMO FRANCÊS, IDEALISMO E PRAGMATISMO: UMA CONTRAPOSIÇÃO ENTRE AS NARRATIVAS DE RICHARD RORTY E SUSAN STEBBING

HILTON LEAL DA CRUZ

Autor
HILTON LEAL DA CRUZ
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 37
Ano
2018
DOI
10.13102/ideac.v1i37.3529
Páginas
216-232
Idioma
pt
2018HILTON LEAL DA CRUZ. VOLUNTARISMO FRANCÊS, IDEALISMO E PRAGMATISMO: UMA CONTRAPOSIÇÃO ENTRE AS NARRATIVAS DE RICHARD RORTY E SUSAN STEBBING. Revista Ideação, v. 1, n. 37, p. 216-232, 2018.1

O Presente artigo pretende comparar alguns aspectos da narrativa que a filósofa Susan Stebbing (1885-1943) desenvolve em seu livro Pragmatism And French Voluntarism (1914) com algumas descrições do idealismo alemão desenvolvidas pelo filósofo americano Richard Rorty (1931-2007). Um dos motivos para realizar esse trabalho, sobretudo experimental, de comparar as leituras de dois filósofos sobre tradições filosóficas diferentes, são as evidentes semelhanças que o idealismo alemão apresenta com o voluntarismo francês e as afinidades – bem como divergências - que essas duas tradições possuem com o pragmatismo americano. Longe de pretender neutralidade, minha leitura consistirá em uma aplicação do historicismo rortyano às posições da Profª Stebbing. Desse modo, espero oferecer uma chave de leitura alternativa para a compreensão do voluntarismo francês e da proposta dos representantes dessa tradição, inclusive do mais conhecido expoente desta, o filósofo Henri Bergson (1859-1941), em sua relação com a Modernidade. Ao final, o texto também defende que o voluntarismo francês, no que ele tem de aproveitável para nós, filósofos secularistas e antiessencialistas -, pode ser descrito como uma forma de pragmatismo.