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Zaratustra de Nietzsche como experimento de linguagem:: limites entre filosofia e literatura

Marcus José Alves de Souza

Autor
Marcus José Alves de Souza
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
2 / 1
Ano
2009
Páginas
53-67
Idioma
pt
2009Marcus José Alves de Souza. Zaratustra de Nietzsche como experimento de linguagem:: limites entre filosofia e literatura . Trilhas Filosóficas, v. 2, n. 1, p. 53-67, 2009.2

O presente artigo busca inter-relacionar literatura e filosofia a partir da obra de Nietzsche Assim falava Zaratustra. Após uma definição inicial dos conceitos, procura-se fazer uma reflexão sobre a filosofia de Nietzsche tendo como ponto focal a referida obra, colocando-a, primeiramente, dentro dos quadros das obras nietzschianas, especialmente O nascimento da tragédia e, em seguida, procura-se avaliar as caracterí­sticas da obra em questão, entendendo-a como um experimento de linguagem, em que o filósofo tenta expressar suas noções filosóficas de modo narrativo-poético. Tal experimento coloca noutro patamar as fronteiras conceituais tradicionais de filosofia e literatura, estabelecendo uma zona fértil de contato e fluidez conceituais, o que torna possí­vel novas compreensões do significado de ambos conceitos.