- Autor
- Leila Silva Latuf Seixas Tourinho
- Orientador(a)
- Jeanne Marie Gagnebin de Bons
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
O presente trabalho busca analisar os fenômenos da alienação do indivíduo nas obras de Max Horkheimer, tomando como alicerce os fenômenos da alienação descritos por Karl Marx em Manuscritos econômico-filosóficos. O objetivo do estudo é mostrar que as relações de produção descritas por Marx repercutem sobre outras relações que permeiam a vida social do indivíduo. Essa hipótese é analisada à luz do pensamento horkheimeriano, e apoiada nas transformações sociais e históricas nas quais o indivíduo viu-se inserido. Primeiramente, analisam-se alguns ensaios da década de trinta, que, ao pontuar tais ocorrências, retratam as contradições sociais, mas também a esperança de que os conhecimentos efetivos pudessem alavancar a transformação da sociedade. Posteriormente, debruçado sobre a barbárie ocorrida na década de quarenta e no Estado cada vez mais fortalecido, Horkheimer lança um olhar mais pessimista em seus novos ensaios, traduzindo em reflexões a racionalização dominante do pensamento e a indiferenciação do indivíduo no mundo moderno. Nesse sentido, a questão que direciona o desenvolvimento deste trabalho é mostrar o estatuto filosófico que o conceito de indivíduo e sua consequente alienação ocupam no pensamento do filósofo, bem como mostrar a contradição da razão, cada vez mais confiante, fortalecida e servindo aos interesses do indivíduo e, ao mesmo tempo, tornando-o enfraquecido na tarefa de servir à humanidade. Enfatizar que a razão encontra-se eclipsada e não destruída permite creditar ao autor a confiança que deposita no indivíduo, na condução de uma vida humana digna
